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segunda-feira, 4 de julho de 2016

ELAS ESTÃO PODENDO!!!


ELAS ESTÃO PODENDO!!!
(Da Série "MULHERES EXTRAORDINÁRIAS) 

Mulheres de Bento Rodrigues superaram a dor e já retornaram com a geleia de pimenta biquinho

Mulheres do distrito arrasado pela lama de rejeitos aceleraram a produção para a inauguração oficial da nova cozinha, que já está a todo vapor.

Seis ex-moradoras de Bento Rodrigues - o distrito devastado pela lama de rejeitos da Samarco – Geralda Alves, Keila Vardeli, Rosângela Sobreira, Marinalva Salgado, Neuza da Silva e Sônia Xisto, ligadas à Associação dos Hortifrutigranjeiros de Bento Rodrigues (Ahobero) são as guerreiras desse empoderamento especial 

Um dos símbolos do distrito de Bento Rodrigues, a geleia voltou a ser produzida. A nova cozinha fica em uma casa no Bairro Colina, em Mariana. 

O processo começa com a limpeza das laranjas e limões, que são espremidos e viram suco. Depois a pimenta é processada. Os ingredientes são misturados na panela com açúcar e levados ao fogo por cerca de 50 minutos. A produção é envasada em potes de 170g, que são lacrados e rotulados. Cada potinho é vendido por R$ 8.

O trabalho rende uma produção média diária de 500 potes. Keila explica que a remuneração é feita de acordo com as horas trabalhadas. Algumas associadas chegam a receber até R$ 2 mil por mês. "A intenção é crescer e conseguir dar emprego para outras mulheres de Bento", planeja Keila.

História
(Fonte: www.em.com.br)
A Associação, explica Keila, foi formada em 2002, mas o objetivo era vender verduras e legumes processados. Porém, houve alguns problemas com o terreno onde ficava a plantação e as atividades foram suspensas. Em 2006, com a consultoria da Emater, as associadas começaram a vender a pimenta biquinho em conserva. "Mas sobrava muito, pois, para conserva, a pimenta tem que estar perfeita", recorda Keila.

Ao pensar no que fazer com a pimenta que sobrava, as associadas, e a Emater, começaram a desenvolver outro produto. Foram testando receitas, adicionando ingredientes até chegar à geleia. Deu tão certo, recorda Sônia, que passou a ser a atividade principal. As quantidades e os truques para a geleia se tornar um sucesso são mantidas em segredo pelas associadas.

Elas revelam apenas os ingredientes: açúcar (em porções generosas), suco de limão, suco de laranja, pimenta biquinho processada e um pouco de pimenta malagueta. "Para ficar um pouco picante", destaca dona Geralda, a mais velha do grupo. Keila recomenda a geleia acompanhando carne assada, queijo, torradas e até como molho de macarrão. "Tem gente que gosta no sorvete", dá a dica.

Da última colheita em Bento Rodrigues, restam cerca de 700 quilos. O estoque de pimenta está acondicionado em garrafas pet de dois litros. As pimentas ficam conservadas em uma mistura de água e sal. A plantação foi soterrada pela lama de rejeitos de minério da Samarco. Quando a barragem se rompeu, no início de novembro, estava na época de fazer a colheita. Neuza da Silva, uma das associadas, que ontem trabalhava rotulando os potes, recorda que a safra ficou tardia, pois as chuvas foram escassas.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

A Primeira Programadora da história do Computador: Lady Lovelace

A Primeira Programadora da história do Computador: Lady Lovelace
(Da Série "Mulheres Extraordinárias")


A origem da ideia de programar uma máquina vem da necessidade de que as máquinas de tecer produzissem padrões de cores diferentes.

Assim, no século XVIII foi criada uma forma de representar os padrões em cartões de papel perfurado, que eram tratados manualmente. 

Em 1801, Joseph Marie Jacquard (1752-1834) inventa um tear mecânico, com uma leitora automática de cartões. A ideia de Jacquard atravessou o Canal da Mancha, onde inspirou Charles Babbage(1792-1871), um professor de matemática de Cambridge, a desenvolver uma máquina de “tecer números”, uma máquina de calcular onde a forma de calcular pudesse ser controlada por cartões.

Tudo começou com a tentativa de desenvolver uma máquina capaz de calcular polinômios por meio de diferenças, o calculador diferencial. Enquanto projetava seu calculador diferencial, a ideia de Jacquard fez com que Babbage imaginasse uma nova e mais complexa máquina, o calculador analítico, máquina com alguns elementos que remetem aos computadores atuais.Sua parte principal seria um conjunto de rodas dentadas, o moinho, formando uma máquina de somar com precisão de cinquenta dígitos.

As instruções seriam lidas de cartões perfurados. Os cartões seriam lidos em um dispositivo de entrada e armazenados, para futuras referências, em um banco de mil registradores. Cada um dos registradores seria capaz de armazenar um número de cinquenta dígitos, que poderiam ser colocados lá por meio de cartões a partir do resultado de um dos cálculos do moinho.

Além disso tudo, Babbage imaginou a primeira máquina de impressão, que imprimiria os resultados dos cálculos, contidos nos registradores.

Babbage conseguiu, durante algum tempo, fundos para sua pesquisa, porém não conseguiu completar sua máquina no tempo prometido e não recebeu mais dinheiro.

Hoje, partes de sua máquina podem ser vistas no Museu Britânico, que também construiu uma versão completa, utilizando as técnicas disponíveis na época.

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Junto com Babbage, trabalhou a jovem Ada Augusta, filha do poeta Lord Byron, conhecida como Lady Lovelace e Ada Lovelace.

★Ada foi a primeira programadora da história, projetando e explicando, a pedido de Babbage, programas para a máquina inexistente.

★Ada inventou os conceitos de subrotina, uma seqüência de instruções que pode ser usada várias vezes; de loop, uma instrução que permite a repetição de uma sequência de instruções, e do salto condicional, instrução que permite saltar para algum trecho do programa caso uma condição seja satisfeita.

★Ada Lovelace e Charles Babbage estavam avançados demais para o seu tempo, tanto que até a década de 1940, nada se inventou parecido com seu computador analítico.

★Até essa época foram construídas muitas máquinas mecânicas de somar destinadas a controlar negócios (principalmente caixas registradoras) e algumas máquinas inspiradas na calculadora diferencial de Babbage, para realizar cálculos de engenharia (que não alcançaram grande sucesso).



*By Pastora Maria de Fátima Botto Nascimento. 


Leia outros artigos:
By Pastora Maria de Fátima Botto Nascimento
Idealizadora do Projeto "Gestão de Pensamento", com base no Principio Bíblico da Inteligência Espiritual. 



Agenda:
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terça-feira, 1 de setembro de 2015

UMA MULHER EXTRAORDINÁRIA

UMA MULHER EXTRAORDINÁRIA
( BIOGRAFIA DE ELLEN WHITE )
Da Série "Mulheres Extraordinárias", encabeçando este elenco Ellen White, por ter sido uma mulher que influenciou outras pessoas além do seu tempo.  


Quem foi Ellen Gould White e por que milhões de pessoas consideram seus escritos de especial valor e significado?


Ellen White teve cerca de 2 mil sonhos e visões de Deus.

Ellen G. White foi uma pessoa de notáveis talentos espirituais, que viveu a maior parte de sua vida durante o século 19 (1827-1915). Contudo, através de seus escritos, ela continua exercendo um extraordinário impacto sobre milhões de indivíduos ao redor do mundo.
Durante toda a sua vida ela escreveu mais de 5.000 artigos e 49 livros; mas hoje, incluindo compilações de seus manuscritos, mais de 150 livros estão disponíveis em inglês, e cerca de 90 em português.
Ellen G. White é a escritora mais traduzida em toda a história da literatura. Seus escritos abrangem uma ampla variedade de tópicos, incluindo religião, educação, saúde, relações sociais, evangelismo, profecias, trabalho de publicações, nutrição e administração. 
Sua obra-prima sobre o viver cristão feliz, Caminho a Cristo, já foi publicada em cerca de 150 idiomas.
Os Adventistas do Sétimo Dia creem que Ellen White foi muito mais que apenas uma escritora talentosa – creem que ela foi apontada por Deus para ser uma mensageira especial, a fim de atrair a atenção de todos para as Sagradas Escrituras, e ajudá-los a se prepararem para a segunda vinda de Cristo. Desde os 17 anos de idade até a ocasião de seu falecimento aos 87 anos, Deus lhe concedeu cerca de 2000 sonhos e visões. As visões variavam em duração, podendo ser de menos de um minuto até cerca de quatro horas. O conhecimento e conselhos recebidos através dessas revelações foram por ela escritos, a fim de serem compartilhados com outros. 
Assim, seus escritos são aceitos pelos Adventistas do Sétimo Dia como inspirados, e a qualidade excepcional dessas obras é reconhecida mesmo por leitores ocasionais.


Os livros de Ellen White auxiliam na compreensão da Bíblia.



Como nos é declarado no livro Nisto Cremos “Os escritos de Ellen White não constituem um substituto para a Bíblia. Não podem ser colocados no mesmo nível. As Escrituras Sagradas ocupam posição única, pois são o único padrão pelo qual os seus escritos – ou quaisquer outros – devem ser julgados e ao qual devem estar subordinados” (Nisto Cremos, Associação Ministerial, Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1989, p. 305).

Contudo, conforme escreveu Ellen White, “O fato de que Deus revelou Sua vontade aos homens por meio de Sua Palavra, não tornou desnecessária a contínua presença e direção do Espírito Santo. Ao contrário, o Espírito foi prometido por nosso Salvador para aclarar a Palavra a Seus servos, para iluminar e aplicar os seus ensinos” (O Grande Conflito, p. 9).


A biografia a seguir é um relato mais detalhado da vida e obra dessa extraordinária mulher, a qual, passando por todos os testes de um verdadeiro profeta, conforme apontados pelas Sagradas Escrituras, ajudou no estabelecimento da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Os primeiros anos

A 26 de novembro de 1827 nasceram duas meninas gêmeas à casa de Roberto e Eunice Harmon. Ellen e Elisabete foram os nomes dados a essas meninas. 
A pequena fazenda da colina (agora conhecida como “Fort Hill Farm”), ficava perto da vila de Gorham, Maine, cerca de dezenove quilômetros a leste de Portland, Maine, no nordeste dos Estados Unidos. Visto haver oito filhos na família Harmon, podemos ter certeza de que a casa era um lugar interessante e movimentado. 
Poucos anos depois do nascimento das gêmeas, contudo, Roberto Harmon abandonou o trabalho da fazenda e se mudou para a cidade de Portland onde se dedicou a negócios.
Durante a infância, a ativa e alegre Ellen ajudava no trabalho de casa e auxiliava o pai na manufatura de chapéus. Com nove anos de idade, uma tarde ao voltar da escola para casa, foi ferida por uma pedra que a colega de classe lhe atirou. Esse acidente quase lhe custou a vida.Ficou inconsciente durante três semanas, e nos anos seguintes sofreu grandemente como resultado do sério ferimento no nariz.

Ellen era incapaz de continuar os trabalhos escolares, e parecia a todos que a menina antigamente promissora não poderia viver por muito tempo.
No ano de 1840 Ellen assistiu, com os pais, à reunião campal metodista em Buxton, Maine, e lá, com a idade de 12 anos, entregou o coração a Deus. Voltando para casa, por sua insistência foi batizada por imersão pelo ministro metodista nas ondas revoltas do Oceano Atlântico, que banhava as praias de Portland, e nesse mesmo dia foi recebida como membro da igreja metodista.


A mensagem do Advento



Com outros membros da família, Ellen assistiu às reuniões adventistas em Portland em 1840 e 1842, aceitando plenamente os pontos de vista apresentados por Guilherme Miller e seus companheiros, e confiantemente aguardou a volta do Salvador em 1843, e depois em 1844. Ellen era fervorosa obreira missionária, trabalhando com seus jovens companheiros, e fazia sua parte em proclamar a mensagem do advento. Muitas vezes trabalhava longas horas com abnegação a fim de poder obter os meios para propagar a preciosa mensagem a outros.

A juventude de Ellen não diminui a amargura do grande desapontamento de 22 de outubro de 1844 e, assim como outros, ela buscou fervorosamente a Deus por luz e direção nos dias de perplexidade que se seguiram. 
No tempo crítico, quando muitos estavam vacilando ou abandonando sua experiência adventista, juntou-se Ellen Harmon a quatro outras irmãs no culto familiar enquanto estava na casa de um companheiro de fé, no sul de Portland, numa manhã do fim de dezembro. O Céu parecia escuro perto do grupo em oração, e ao repousar o poder de Deus sobre Ellen, perdeu ela a noção do ambiente terreno, e numa revelação figurada testemunhou as viagens do povo do advento para a cidade de Deus. (Primeiros Escritos, pp. 13-20). Quando a jovem de dezessete anos relatou, tremendo e relutantemente, essa visão aos crentes em Portland, foi ela aceita como luz de Deus. Atendendo à direção do Senhor, Ellen viajou com amigos e parentes de um lugar para outro, conforme a oportunidade, relatando aos grupos esparsos de adventistas o que lhe fora revelado, tanto na primeira visão, como nas que se sucederam. Aqueles dias não eram fáceis para os adventistas desapontados. Não somente sofriam escárnio e o ridículo do mundo em grande escala, mas eles mesmos não estavam muito unidos, e toda sorte de fanatismo se levantou em suas próprias fileiras. Pela revelação, o Senhor mostrou a Ellen Harmon o surgimento de alguns desses movimentos fanáticos, e lhe foi dada a responsabilidade de reprovar fielmente o mal e apontar o erro. Esse trabalho ela achou difícil de realizar.


Casamento de Tiago e Ellen White



Numa viagem a Orrington, Maine, Ellen encontrou um jovem pregador adventista, Tiago White, que contava então vinte e quatro anos de idade, e como seus trabalhos, ocasionalmente, faziam com que os dois se encontrassem, brotou uma afeição que depois de se terem certificado do que o Senhor os estava guiando, levou-os a se unirem mais tarde em matrimônio, em agosto de 1846.Nas primeiras poucas semanas que se seguiram ao casamento, Tiago e Ellen entregaram-se ao estudo cuidadoso de um folhetinho de quarenta e seis páginas publicado pelo Pastor José Bates em New Bedford, Massachusetts, intitulado “The Seventh-day Sabbath” (O Sábado do Sétimo Dia), e que apresentava evidências das Escrituras quanto à santidade do sétimo dia. 
Claramente viram a exatidão dos pontos de vista apresentados, e aceitaram a luz. Cerca de seis meses mais tarde, no sábado, 7 de abril de 1847, estando a irmã White em visão, foi-lhe mostrada a lei de Deus no santuário celestial com auréola de luz ao redor do quarto mandamento. Essa visão trouxe mais clara compreensão da importância da verdade do sábado, e confirmou a confiança dos adventistas nela. (Primeiros Escritos, pp. 32-35). Os primeiros dias da experiência de casados de Tiago e Ellen White foram repletos de pobreza e às vezes de angústia. Nessa fase de nossa obra, antes de se efetuar a organização da igreja, e antes que fosse provido o sustento regular do ministério, dependiam os obreiros do trabalho de suas mãos para seu apoio financeiro, de modo que o tempo de Tiago White dividia-se entre trabalhar e pregar, e ganhar a vida na floresta, na estrada de ferro ou no campo de feno. A 26 de agosto de 1847 chegou ao lar da família White um menino, Henrique. Sua presença trouxe alegria à jovem mãe, mas Ellen White logo viu que devia deixar o filho com amigos de confiança e continuar o trabalho, viajando e dando a mensagem que Deus lhe confiara.
(Fonte: Relato da Igreja Adventista) 

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